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a.) não tem mecanismos formais para comunicação,
exceto uma circular bimensal que anuncia as datas e
locais dos próximos batismos. Não
distribuem folhetos, revistas, jornais.
b.) tem um único manual de procedimentos intitulado
“Reuniões e Ensinamentos” datado
de 25,26,27 de março de 1948 e “Pontos
de Doutrina e da Fé Que Uma Vez Foi Dada Aos
Santos (VII edição)
c.) nega possuir hierarquia
d.) não possui registros de membros
e.) não faz coleta pública nas reuniões
f.) o membro da CCB vai ao templo em média três
vezes por semana
g.) a ceia do Senhor é celebrada anualmente
com um só pão e partido com a mão
e também com um só cálice
h.) orações só de joelho
i.) proibição taxativa de assistir cultos
de outras igrejas
j.) batismo em nome de uma quaternidade e como sacramento
l.) osculo “santo” só dado
na despedida do culto ou em caso de viagem, sempre entre
irmãos e entre irmãs entre si.
m.) cerimônias de casamento não se realizam
no templo. O crente da CCB deve também abster-se
de participar de festas de casamentos de pessoas não
pertencentes à CCB, sob a alegação
de participar de coisas sacrificadas aos ídolos
n.) cerimônias fúnebres são proibidas
nos templos
o.) proibidos os cultos de vigília de fim de
ano
p.) pedidos de oração por estranhos só
são atendidos se o Espírito Santo determinar
q.) uso imoderado de bebidas alcoólicas
r.) negação do cargo de pastor e respectivo
salário
s.) negação do dízimo como contribuição
cristã
t.) proibidos trabalhos de evangelização
nas ruas, praças, etc
u.) blasfêmia contra o Espírito Santo
e a prática do adultério
v.) proibição de os próprios crentes
fotografarem durante os cultos. Só permitido
por estranhos.
4. DÍZIMOS E OFERTAS:
Segundo o ensino do “Manual de Procedimentos
(ou Pontos de Doutrina e da Fé...), p.17,18 a
lei dada por Deus a Moisés está dividida
em três partes ou três leis: civil,
moral e cerimonial. A lei cerimonial com suas ordenanças
foi cumprida... “e como conseqüência
o dízimo como parte dessa lei cerimonial foi
abolido. Não mais pertencer às exigências
que devem ser atendidas pelos cristãos.
Refutação: Não há base
bíblica para a divisão da lei em 3 partes. É
apenas artificial tal divisão. A lei dada
por Deus a Moisés e um todo, uma unidade (Gl
3:10,11). Essa lei findou na cruz (Cl 2:14-17). Entretanto,
para as pessoas afeitas ao estudo da Bíblia é
fácil descobrir que o dízimo foi dado
antes. O dízimo se prova dentro do Novo
Testamento, ou melhor dizendo, dentro da nova aliança
(Hb 8:6-13). Vejamos:
a.) o dízimo de Abraão é relatado
em Gn 14:18-20 e repetido em Hb 7:4-6. É
a primeira vez que aparece a palavra dízimo na
Bíblia. A lei foi dada só 430 anos
depois de Abraão Gl 3:6-9. Não havia
mandamentos para o dízimo. O dízimo nasceu
da espontaneidade de Abraão. Se nasceu na voluntariedade
de Abraão 430 anos antes da lei, certamente que
o dízimo não é criação
da lei. Um paralelo entre Abraão e o cristão
é Melquisedeque e Jesus nos ajudam a entender
melhor a questão do dízimo.
Abraão é chamado de pai da fé
(Rm 4:16; Gl 3:7-9). Logo os cristãos de todo
o mundo são filhos de Abraão.
Melquisedeque, por sua vez, é um tipo de Jesus
Cristo (Hb 7:1-3). O sacerdócio de Cristo tem
a ver com o sacerdócio de Melquisedeque (Hb 7:17:21)
e é um sacerdócio eterno.
Logo, Abraão reconhece a superioridade de Melquisedeque,
e dá-lhe o dízimo de tudo (Gn 14:20)
Melquisedeque não recusa. Aceita e dá
sua bênção.
Assim, o crente (filho de Abraão) recebe a bênção
de Cristo (Melquisedeque).
A lei já passou (Rm 6:14; Ef 2:11-14; Rm
10:4)
b.) Uma segunda razão para o pagamento do dízimo
está no parecer de Jesus em Mt 23:23. O
Senhor Jesus ensina que o mais importante da lei - o
juízo, a misericórdia e a fé. Estas
coisas devem ser praticadas, sem a omissão do
dízimo da hortelã, endro e cominho”. É
certo que Jesus não era contra o dízimo,
mas a favor dele. Alega-se que Jesus estava se
dirigindo aos fariseus hipócritas e não
aos discípulos. É verdade, mas perguntamos,
qual o crente que pode dispersar a prática da
justiça, da misericórdia e da fé? Pode
existir cristão sem fé? (Hb 11:6; Rm
10:17; Ef 2:8-10).
Mas, se por um lado a CCB condena o sistema de contribuição
- o dízimo - e a coleta pública, estabelece
vários tipos de contribuição que
vão pesar mais do que o dízimo bíblico. Publicamente
não fazem coletas, de modo que a pessoa que lá
adentra pela primeira vez tem a impressão de
que na CCB não se fala em dinheiro. Funciona
tudo como com as Testemunhas de Jeová que fazem
convites ao povo em geral e imprimem nos seus folhetos,
“NÃO SE FAZ COLETA”. O certo
é que já a fizeram de porta em porta
quando venderam suas revistas.
Assim, também, na CCB há as seguintes
ofertas:
1. Oferta de Piedade:, é uma contribuição
para os pobres da CCB.
2. Oferta para Compra de Terrenos: aquisições
de propriedades.
3. Oferta para Fins de Viagem: destina-se ao custo
das viagens dos anciãos.
4. Oferta para Conservação de Prédios:
Trata-se de contribuição para reformas
de prédios e afins.
5. Oferta de Votos: Quando alguém testemunha
em resultado de uma bênção recebida,
dá a sua contribuição como o católico
quando faz promessa aos santos. Como se recolhem
essas ofertas se não são feitas publicamente? Tudo
é colocado na mão do porteiro, logo na
entrada da casa de oração, onde os envelopes
indicam o destino que se deve dar ao dinheiro. É
assim que, hipocritamente, fazem-se contribuições
mais numerosas e mais pesadas do que o dízimo,
mas de modo oculto para os de fora. O que é
coleta? Coleta é o ato de coletar dízimos
e ofertas. (I Co 16:1-3). Deve ser feita de modo
claro como se lê em Lc. 21:1-3 e não às
escondidas.
5. BATISMO COMO SACRAMENTO E EM NOME DE UMA QUATERNIDADE
O “Manual de Procedimentos” (ou Pontos
de Doutrina e Fé)., já mencionado, estabelece: “Este
Sacramento se exerce por imersão... “EM
NOME DE JESUS CRISTO” ... e de acordo ao Santo
Mandamento: ‘EM NOME DO PAI E DO FILHO E
DO ESPÍRITO SANTO” (p. 7).
Refutação: Em primeiro lugar, analisemos
a declaração de que o batismo é
um sacramento. Pergunta-se, o que significa a palavra
sacramento? Entende-se sacramento como um sinal
exterior que concede a graça de Deus à
alma. Atribui-se lhe um valor “ex opere operato”
ou por natureza, como atos de magia infalível.
A palavra sacramento não é bíblica.
A Bíblia só se refere a ordenanças
de Jesus, aliás, duas, sendo uma delas o batismo
e a segunda a Ceia do Senhor. São ordenanças
simbólicas, sem qualquer poder sobrenatural de
comunicar qualquer graça especial (At 8:37; 2:41-42; Rm
6:3,4; I Co 11:23-26. O Batismo não
muda a natureza do pecador. Quem regenera e o Espírito
Santo quando a pessoa se arrepende dos pecados e crê
em Jesus (Tg 3:5-7; I Pe 1:18-19). Ainda mais
o batismo não lava pecado e sim o sangue de Cristo
(I Jo 1:7; Ap 1:5; 5:9-10) A salvação
é pela fé (Jo 3:16; 36; At 16:30,31;
Mc 16:15-16.) Em segundo .lugar, a fórmula
batismal “Em nome de Jesus Cristo... e de acordo
com o santo mandamento “Em nome do Pai e do Filho
e do Espírito Santo”. Qual das duas
é a correta? É lógico que
a de Mt 28:19. A fórmula adotada pela CCB
é uma fórmula quaternária, onde
aparece duas vezes “Jesus Cristo” e “o
Filho” que se trata da mesma “Pessoa”,
mas repetida duas vezes. Em Atos 2:38 não
se está referindo à fórmula batismal,
mas Pedro está citando que a ordem que ele dava
para os novos crentes se batizarem tinha partido de
Jesus na hora de sua despedida em retorno ao Pai (At
1:7-9). Como podia Pedro, 10 dias depois da ordem
de Jesus em Mt 28:19, agir de modo tão diferente
alterando a fórmula batismal?
Entende-se pois que a fórmula batismal é
a de Mt 28:19, mas a autoridade para realizar-se o
batismo dentro dessa fórmula, partiu de Jesus
(At 2:38) |