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Pergunta-se, “Porque crentes de várias
denominações tradicionais, às vezes
com dezenas de anos ligados às suas igreja, ao
assistir apenas um culto na CCB abandonam de vez sua
denominação e se unem a CCB, aceitando
o rebatismo nas águas, alegando tais crentes
“agora possuir toda verdade”.
O que se deu de tão excepcional que os levou
a agir assim tão drasticamente depois de vários
anos em suas igrejas? Qual o segredo existe na
CCB que leva pessoas que pareciam tão firmes
mudarem assim repentinamente de igreja? Qual a
força de atração da CCB? Uma
coisa é certa: não foi a descoberta
de alguma doutrina genuinamente bíblica que os
levou a agir assim. Isto afirmamos porque é
notório que os anciãos da CCB não
conhecem a Bíblia. Proíbem mesmo
seu estudo sob a evasiva de que “a letra mata”
(2 Co 3:6). Então o que houve?
1. O TIPO DE CULTO
O tipo de culto que se realiza nos templos da CCB é
caracteristicamente diferente de todos os tipos de culto
realizados em outras denominações evangélicas.
O culto que lá se realiza desenvolve-se da seguinte
maneira:
O ancião lê a história de uma das
curas milagrosas relatadas na Bíblia e aplica-a
às necessidades da congregação: “tem
irmão aqui hoje que acha que não tem mais
esperança, não tem mais jeito. Chegou
aqui abatido e triste, mal criou ânimo para chegar
à congregação. Mas Deus te diz
nesta noite, “Tem animo porque vou fazer uma obra
na tua casa”. Os vizinhos podem achar isso
impossível, os parentes podem estar se rindo
de você, o médico pode já ter desenganado,
mas quando Deus promete, ele cumpre. Fique em comunhão
que o irmão vai ver a poderosa mão de
Deus.”
Outro exemplo:
“Aqui tem uma irmã que discutiu com seu
esposos por causa da arrumação de sua
casa, preocupada com cortinas, vasos de flores da sua
nova moradia. “O Senhor diz que não faça
isso”. Não deve permitir que as coisas
materiais venham perturbar a harmonia do lar”.
Outro exemplo:
Você irmão que tem trabalhado nesse ramo
de negócio, e que não está indo
bem, não se desespere. O Senhor vai dar
um jeito. Vai arranjar um outro tipo de negócio
mais rendoso”.
E assim sucessivamente, o membro da CCB sai do templo
com a convicção de que “O Senhor
falou comigo esta noite”. De modo que, quando
se dirige ao templo da CCB o crente não vai escutar
uma pregação ou ensino baseado na Bíblia,
porque a Bíblia é apenas usada para pretexto
para uma série de adivinhações. O
certo seria ir buscar orientações da Bíblia:
Jo 17:17; Sl 119:105, 130. E como se prepara
o ambiente para essas “revelações”
como se fossem dadas pelo Espírito Santo? Ao
entrarem no templo, os crentes comunicam seus pedidos
de oração ao porteiro, que anota o número
de pedidos de tipos diversos num cartão próprio,
posteriormente entregue ao ancião que dirige
o culto. Os pedidos são classificados em poucas
categorias que correspondem a temas básicos da
vida do crente e refletem os dilemas das classes pobre
do brasileiro. As categorias são as seguintes:
tribulações e suas causas, enfermidades,
viagens e testemunhados. Ainda existe a categoria de
acidentes. As viagens são de grande importância
na CCB e é objeto de constante interesse por
parte dos membros. Antes de empreender uma viagem, o
membro pede direção divina de que determinada
viagem deve ser feita, e pode ser realizada com segurança.
Essa confirmação vem através de
algum ponto de pregação, “Tem irmão
aqui que pretende empreender uma viagem à sua
família em outro Estado. O Senhor diz ao seu
servo que não faça essa viagem já.
Espere mais um tempo.”
Depois de recebidos pelos porteiros, os pedidos de
oração são entregues ao ancião,
que apresenta as várias categorias dos pedidos
à congregação a fim de serem lembrados
na oração. No cartão que o porteiro
entrega ao ancião consta o número de pedidos
de cada tipo, mas este dado não é relatado
à congregação. Resultado: O fundamental
para o sucesso da reunião é o papel do
ancião que funciona como advinho ou oráculo.
E assim, o membro vai à casa de oração
procurando iluminação sobre determinada
decisão, e na hora da palavra o pregador, embora
não conhecendo individualmente cada caso de dúvida
do crente, dá uma palavra que ele julga ser a
resposta à sua ansiedade e o crente retira-se
com a convicção que expressa ao demais,
“O Senhor falou comigo nesta noite”.
Nada pode ser planejado. Tudo deve funcionar improvisadamente.
A tal ponto que, os membros da CCB costumam se dirigir
a crentes de outras igrejas, dizendo: “Na
CCB a nossa comida espiritual é quentinha. Sai
na hora. Enquanto sua comida é amanhecida”.
Tal situação é decorrente da falsa
interpretação de Mt 10:19,20 - “...
não cuideis em como ou que haveis de falar, porque
naquela hora vos será concedido o que haveis
de falar; visto que não sois vós os que
falais, mas o Espírito de vosso Pai é
quem fala em vós.” Como disse um pregador: “Possuir
o Espírito Santo e não ter conhecimento
bíblico, conduz ao fanatismo”. E é
isso o que acontece na CCB. A falta de conhecimento
bíblico leva os crentes a buscar outras fontes
de inspiração como adivinhação,
condenada pela própria bíblia em Dt 18:9-12;
Jr 14:14; Ez 13:1-10. O Espírito Santo que
inspirou a Bíblia (2 Pe 1:20-21), também
nos faria lembrar das palavras de Jesus (Jo 14:26; 15:26;
16:26). não seria “horoscopia”
evangélica? Da forma como as pessoas buscam
direção através de horóscopos,
os crentes da CCB buscam direção em “mensagens
proféticas” espúrias, dadas por
homens que de antemão tomam conhecimento da situação
do auditório para “profetizar”: “Os
profetas profetizam mentiras em meu nome, nunca os enviei,
nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa;
adivinhação; vaidade e engano do seu íntimo
é o que eles vos profetizam” (Jr 14:14). Tal
convicção de que “o Senhor falou”
ou “o Senhor não falou” é
tão impressionante entre os crentes da CCB que
obedecem com mais prontidão a palavra “profética”
do que a Bíblia (Jo 5:39,40; 2 Tm 3:16-17).
2. DADOS HISTÓRICOS:
Em março de 1910 vem ao Brasil, Luiz Francescon,
nascido em 20 de março de 1866, em Cavasso Nuevo
- Província de Udine, Itália, dando início
ao trabalho na cidade de Santo Antônio de Platina,
estado do Paraná. Em fins de junho do mesmo ano
vem a São Paulo e, poucos dias depois, batiza
20 pessoas provenientes de igrejas como Presbiteriana,
Batista, Metodista, e um Católico, apenas. Com
isso se vê a tendência proselitismo da igreja
recém formada. Uma das práticas mais
comuns dos crentes da CCB é visitar os novos
crentes de outras igrejas. Qual o assunto logo
de início nessa visita? O combate à
forma de contribuição, o sistema de dízimo,
inoculando na mente do crente recém convertido
que terá de desembolsar 10% de seus ganhos para
a igreja, da qual se tornará futuramente membro
e que na CCB não há tal exigência.
Afirma mais que tal contribuição irá
para o bolso do pastor, que não trabalha e vive
como um parasita às custas da igreja. |